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be wave.

. um blog para a cultura .

theo continua com um entusiasmo permanente em contribuir para que o rock se mantenha vivo

é o rock que se mantém e a língua portuguesa que surge neste terceiro álbum de theo, "estilhaços", que conta com oito músicas. depois do longa duração "sinner" e do ep "the world is not the same", continua a haver rock poderoso a correr no organismo de cada tema deste álbum.


© be wave

"estilhaços" abre com "ossos", a música que esteve para se chamar "guimarães à noite", mas theo não quis ser assim tão direto. "na praça à noite, sob efeito da química" é mais ou menos assim que nos encontramos agora, preparados para ouvir atentamente cada palavra deste álbum. entramos num "conto de fadas" logo de seguida. e quase que podíamos chamar o álbum de conto. viajamos por cada tema quase como se de uma história se tratasse. "para onde posso ir?", pergunta achando "loucura começar tudo de novo".

"entras pela porta. / finjo-me de morto / com a chave na mão / onde decides tudo" foram as primeiras palavras que ouvimos de "estilhaços". a primeira música apresentada deste álbum, "na tua pele", chega aos ouvintes como um tema forte, com uma malha rock que já carateriza theo nos discos anteriores.

nesta viagem romântica, de relações e desencontros amorosos, o músico vimaranense mostra-nos que, por vezes, "é melhor dar o corpo às balas". com muito tempo para decidir, fugimos ou fazemos as malas? e podemos também pedir: "quero que me mates". mas não "que me abraces".


distorções abrasivas surgem, logo depois, em "fumo". "fantasma no escuro", ou um dos momentos cadentes do álbum, como carateriza, abre a porta para o fim de "estilhaços". "agora que os dias passam lentamente /penso no que tinhas p'ra me dar. / nunca deste nada realmente, / era eu quem via a dobrar / um fantasma no escuro", canta.


theo fecha o álbum do meio do "caos", o que alguém trouxe à ordem. porque, muitas vezes, precisamos disso mesmo para encontrar a saída. "sou eu a estrada / que te vai tirar daqui" fecha, assim, o terceiro disco do músico.

a segunda metade dos anos noventa é o portal por onde entra uma grande torrente de influências de theo. há um entusiasmo permanente em contribuir para que o rock se mantenha vivo.

os primeiros passos de criação destes temas são um processo solitário. pelo meio, junta-se pedro conde, guitarrista que auxilia theo na produção e nos arranjos finais e que também faz parte da formação que leva as músicas para o palco. neste terceiro álbum, papel importante tem também tyla joe connett, produtor inglês que o músico conheceu casualmente numa rede social. todo o processo de produção aconteceu remotamente enviando ficheiros de um lado para o outro, ainda que com uma internet que nem sempre colaborou.


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