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realizador português com filme selecionado no art+film+vienna, festival de cinema experimental

henrique vilão, realizador e artista multidisciplinar oriundo de aveiro, tem o seu mais recente filme, "plastik", na seleção oficial do art+film+vienna, festival de cinema que decorre na capital austríaca de 8 a 12 de maio.


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nas palavras do realizador, está "naturalmente muito emocionado com esta seleção. é um festival dedicado a esta ligação muito forte entre o cinema, a videoarte e as artes plásticas", o que tem muito a ver com a sua prática atual. por outro lado, acredita que "estar num festival com esta importância no panorama artístico europeu é um privilégio muito grande".


o art+film+festival apresenta experiências com imagens em movimento no limiar entre a arte e o cinema. tem eventos por toda a cidade de viena, mas é sobretudo centrado na sala de cinema mais antiga da áustria, breitenseer lichtspiele, que data de 1905. esta é a primeira edição do festival que promete, desde já, tornar-se num dos principais marcos do cinema experimental europeu.


o filme “plastik” de henrique vilão foi selecionado para a secção "language, colour, music" e tem a sua projeção no sábado, 11 de maio, pelas 21h00 locais, numa das sessões principais do art+film+festival.


o filme de henrique vilão foi selecionado para esta secção por se enquadrar, explica a organização do festival, num "bloco de projeção que celebra o som em diálogo com as cores vivas do projetor com leves fragmentos de narração. haverá colagens analógicas, canções sonhadoras, poemas espaciais e danças".


“plastik” propõe uma experiência sensorial e imersiva através da imagem, da cor e do som, utilizando como base materiais feitos com recurso a película analógica. o filme é realizado, montado e tem design de som de henrique vilão, um artista multidisciplinar, que atua sobretudo como realizador, performer, vídeo artista e músico experimental.


estudou jazz na escola de jazz luiz villas-boas/hot clube de portugal e é licenciado e mestre em cinema pela universidade da beira interior, onde é docente nas áreas de som e cinema experimental. como músico e performer audiovisual atuou em diversos espaços culturais e festivais de música, arte sonora, e arte contemporânea em portugal, sobretudo com o seu projeto a solo, zuhk, e a performance audiovisual, khaori. os seus vídeos monocanal, vídeoinstalações e curtas-metragens foram exibidos em diversas galerias nacionais e internacionais, exposições e festivais.


em 2018, venceu o prémio novas vistas lumiére, no mar film festival, com a curta-metragem "espera". compôs bandas sonoras e fez sound design para filmes de animação e ficção, bem como para vídeos monocanal de outros realizadores de países como portugal, polónia, alemanha e austrália, tendo recebido, em 2021, a honorable mention para best sound design no independent shorts awards em los angeles pelo seu trabalho no filme paint on paint #3, de vasco diogo e em 2023 o prémio best sound design nos new york movie awards, pelo seu trabalho em old new age do mesmo realizador.


dedica-se também à realização de videoclipes para bandas ou músicos internacionais, tendo sido a sua última colaboração com ayanna witter-johnson, cantora e violoncelista britânica, exibida e premiada em festivais internacionais, com destaque para o athens digital art festival, na grécia, e para o prémio trailer in motion – melhor videoclipe, competição internacional, no festival de cinema de avanca. em 2021, o seu trabalho para o tema "un peu de temps", do grupo suíço grand pianoramax, foi distinguido no prestigiado festival de cinema solothurner filmtage como um dos cinco videoclipes suíços do ano.


apresentou nas jornadas europeias do património, em setembro de 2021, a instalação de luz e som atlas 2.0 – religação entrópica, no edifício atlas em aveiro, criada para a câmara municipal de aveiro, no âmbito do projeto “eixo cultural a25 – rede de criação e programação” - parceria estratégica de programação cultural em rede, dinamizada pelos municípios de aveiro, guarda e viseu.


trabalhou na criação de vídeo, música e sound design para o espetáculo "avalanche" (companhia jovem de dança), do coreógrafo bruno alexandre, que estreou no 23 milhas, em novembro de 2022. realizou também o vídeo, bem como o sound design e a música, para o espetáculo "spectrum", com encenação de rui pires e produção da asta – teatro e outras artes.


destaque também para o seu trabalho com ênfase nas áreas de investigação ligadas ao documentário, cinema experimental e videoarte, procurando aprofundar um hibridismo de linguagens que se ligam à sua própria formação e experiência, não só como cineasta e investigador, mas também como artista multidisciplinar, músico e performer.


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